HÁ TEMPOS
Há tempos que não vivo de ilusões,
Há tempos não preencho corações,
Há tempos não sei o que são paixões;
Amores não desconfiados,
Sentimentos não compartilhados,
Pensamentos imensamente descompassados;
Há tempos não ouço de amor,
Há tempos só vivo de horror,
Há tempos estou como sofredor;
Sofredor que não sonha,
Que não pensa,
Que não vive,
Mas que insiste em ser um dia entendido
E quem sabe assim correspondido
Por quem amo e não sabe.
Rodrigo Dias
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